Mais que vencedores

By on março 4, 2013
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Leandro Tarrataca*

Você pode até não gostar de futebol, mas os bilhões de dólares movimentados pela Copa do Mundo são, sem dúvida alguma, dignos de atenção. Ainda os milhões de pessoas gritando, torcendo, celebrando, chorando por sua seleção nos mostram o profundo desejo do ser humano: ser vencedor.

Ninguém em juízo perfeito se inclinaria em direção a um masoquismo existencial a ponto de desejar ser um perdedor, simplesmente isso não se encontra em nossa natureza.

A Bíblia, a Maravilhosa Palavra de Deus, tem muito a dizer sobre como desfrutarmos de uma vida de campeão. O texto clássico é, sem dúvida, o capítulo oito da carta de Paulo aos Romanos. Nesse capítulo o apóstolo usa palavras fortes para descrever a luta nossa de cada dia: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada.

Tribulação: A palavra grega sugere pressões externas, era a palavra usada para descrever quem carrega pesados fardos e cargas. Hoje poderíamos falar sobre enfermidades, perda de bens.

Angústia: Refere-se a sofrimentos internos, na mente. Sentimentos de medo, de incapacidade de prosseguir, sensação de abandono.

Perseguição: Sofrer a oposição e o preconceito de pessoas pelo simples fato de crer no Evangelho. Os cristãos perseguidos ao redor do mundo, ao longo da história eram homens e mulheres de reputação ilibada, foram perseguidos por sua fé e não por suas faltas.

Fome e Nudez: Duas faces da mesma moeda. Descrevem a expressão máxima da miséria econômica, não ter o que comer e nem o que vestir.

Perigo: Ser cristão é atividade que constantemente nos expõe a perigos, isso era verdade no passado é verdade ainda hoje.

Espada: Uma referência à cruel execução de muitos cristãos, mártires da fé, perderam a cabeça, mas não perderam a coroa.

O que se esperaria de alguém que passa por eventos como este é que fosse um derrotado, mas paradoxalmente as ovelhas levadas para o matadouro são consideradas mais que vencedoras!

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”.

Ser cristão não é um escapismo de circunstâncias difíceis, mas a certeza de que, mesmo “em”, “dentro” delas, somos mais que vencedores. É digno de nota que Paulo tenha usado “porém”; a lógica no texto nos faz pensar em derrota, mas o contraste é claro: “porém” somos mais que vencedores, não por nós mesmos, mas por meio dAquele que nos amou.

*Leandro Tarrataca é mestre em Ciências Bíblicas pelo Calvary Theological Seminary, pastor da Igreja Bíblica Brasileira e diretor – executivo do ministério Verdade Bíblica. tarrataca@verdadebiblica.com.br

 

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