Negócios e Fé

By on março 4, 2013
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Leandro Tarrataca*

Não raro nossa cosmovisão é dicotômica, dividimos tudo e todos em dois grupos, por exemplo: “há pessoas que sempre enxergam o copo meio vazio”, há pessoas que sempre enxergam o copo meio cheio”, “Quem gosta de gato não gosta de cachorro, quem gosta de cachorro não gosta de gato, há pessoas que torcem pelo São Paulo e há pessoas que torcem para o resto… Estas leituras em linhas gerais não causam prejuízo porque de certa forma são ingênuas e inofensivas, exceto no caso de produzir algum preconceito ou algum tipo de estigma ou segregação social. A verdade é que esta interpretação dos fatos é via de regra fruto de nossa tentativa de compreender aquilo que julgamos incompatível. Para muitos negócios e fé são como água e óleo, nunca se misturam, são o profano e o sagrado que como dormentes de linha férrea estão sempre lado a lado, mas nunca se encontram.

A realidade, porém é outra, a revista Exame edição 758 trouxe uma matéria muito interessante sob o instigante título “Deus ajuda?”, no texto em questão encontramos várias empresas como SERASA, ANJO Química, Yázigi entre outras. Apresenta também uma pesquisa em que 48% dos entrevistados consideram que vale a pena misturar Deus e negócios, 31 % acham que a fé ajuda os negócios, 17% acreditam que isso pode aumentar a eficiência no trabalho; 16% que a religiosidade pode melhorar o ambiente. Do lado negativo 33% disseram que a fé deve ser exercida de modo privado e 3% que a religião tera o foco da empresa e atrapalha os negócios. Na bíblia existem cerca de 3.225 referências sobre finanças, e aproximadamente 15% dos ensinamentos de Jesus Cristo tratam sobre este assunto.

O apóstolo Paulo teve uma cooperadora em seu ministério chamada Lídia que era conhecida como vendedora de Púrpura. Aos cristãos que sofriam severa crise Tiago escreveu: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada Ihes improspera; e ser-Ihe-á concedida” (Tiago 1 :5) por toda a bíblia os homens viram suas necessidades serem supridas quer por milagres espantosos. quer providências ou pela sabedoria divina a eles confiada. Exatamente no campo da sabedoria, das ideias, da criatividade é que os empreendedores bíblicos foram bem sucedidos na maioria das vezes, de fato podemos dizer que a prosperidade nos negócios pode começar com uma ideia. Biblicamente os homens foram criados a imagem de Deus, isto quer dizer que temos capacidade criativa. Imagine por um momento o que seria das chamadas riquezas naturais se não fosse o dom da criatividade? O petróleo só passou a ser considerado “ouro negro” após o advento do motor a combustão.

O que dizer ainda do microchip? O chip é feito de silicone que por sua vez é produzido a partir da areia. Uma ideia, uma centeia de sabedoria, uma faísca de criatividade e o dom da imagem divina cunhada nos seres humanos pode trazer a lume grandes negócios. Além disso, outra premissa cristã é servir aos outros, esta é a melhor dica de negócios que alguém poderia oferecer, afinal de contas os melhores negócios são aqueles que atendem as reais necessidades dos outros. Assim quando se alia fé e negócios a criatividade se torna uma oportunidade de servir aos outros.

Convenhamos, quem gosta de gato também pode gostar de cachorro!

*Leandro Tarrataca é mestre em Ciências Bíblicas pelo Calvary Theological Seminary, pastor da Igreja Bíblica Brasileira e diretor – executivo do ministério Verdade Bíblica, Coach.tarrataca@verdadebiblica.com.br

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